Segunda publicação do dia!


Este é um projeto que quero finalizar até o final deste ano. Instalação de injeção eletrônica no Chevrolet Chevette.

Depois eu explico melhor como se deve iniciar este tipo de projeto, mas adianto que antes de comprar qualquer coisa de injeção em si, deve-se entender o que precisa ser alterado na "infra-estrutura" do carro. Entenda por infra-estrutura tudo o que dá suporte ao funcionamento do veículo, como sistema elétrico, sistema de combustível, estrutura, etc.
Um veículo originalmente equipado com carburador terá de ter toda a parte de combustível reprojetada para fazer funcionar o(s) injetor(es). Sejam um ou mais bicos injetores, tradicionalmente usa-se uma bomba elétrica no tanque, ou pŕoximo a ele, pré-filtro para proteger a bomba, pós-filtro para proteger os injetores, uma linha de alimentação, um regulador de pressão após os injetores e uma linha de retorno. Existem outros sistemas que não possuem retorno, mas não faço idéia de como funcionam e quais suas vantagens e desvantagens. Farei pelo convencional.
Nesse meu projeto, utilizarei um injetor de Monza (4865, azul, gasolina, ver nota) com seu respectivo corpo de borboleta. Esse injetor trabalha com 2 bar de pressão. Definido o injetor, defini a bomba, que é a do Monza EFI (bomba externa ao tanque, 3 bar de pressão e 110 l/h de vazão). Quanto aos filtros, fiquei na dúvida sobre o tipo e principalmente, a malha de filtragem. Não adiantaria nada ter todo o trabalho de instalar filtros cujas malhas não protegem o injetor nem a bomba. Para manter as coisas simples, comprei um filtro de Monza. Na entrada da bomba, comprei um da Ihmor, cuja malha de 100 microns (0,1 mm) parece atender bem, além de ser lavável e ter o mesmo diâmetro da saída do tanque de compensação e da bomba.
A necessidade de instalar um tanque de compensação é porque o tanque de combustível do Chevette, e de todos os outros carros carburados, não tem um rebaixo no fundo do tanque que fique sempre cheio de combustível em qualquer movimento do carro (aceleraçao, frenagem e curvas). Isso faz com que a bomba elétrica succione ar, fazendo o motor falhar. No sistema com carburador, a bomba de diafragma também succiona ar, mas este ar escapa pela cuba do carburador e o carro não falha devido, também, ao volume de combustível que fica na cuba. Voltando ao tanque do Chevette, este é vertical, e diferentemente dos Gols e Opalas, não há tanque alternativo de Chevette com algo que faça a função de poço para a bomba. Logo, não há outra alternativa do que instalar um tanque de compensação externo.
Escolhi o surge tank da Ihmor pelas características como formato, material (PEMD), bocais, suportes e aparente qualidade construtiva (o que se comprovou quando abri a caixa). A diferença é que pedi um bocal adicional e um pŕe-filtro, nada mais. Os bocais do tanquinho são dois superiores de 3/8 pol de diâmetro e dois inferiores, um de 1/2 e outro de 3/8 pol.
As duas abraçadeiras que vêm no tanque t&em duas orelhas com furos para fixação. Por sorte, há uma nervura na caixa de roda do Chevette. Essa nervura tem dois furos e serviram exatamente com os furos de um lado das abraçadeiras. Somente arranjei um par de parafusos, porcas e arruelas e uni o conjunto ao carro. Um ponto negativo desse tanque é que os bocais, olhando de cima, ficam defasados em 1/4 de volta, o que vai atrapalhar a posição de duas mangueiras.



Nota:
Injetores Rochester GM monoponto:


Veículo Código da peça Pressão (bar) lb/h cm3/min g/min
Astra flex 0.280.156.086 3 29,00 304 213
Corsa 1.0 EFI 0342 ICD00106 1 23,42 246 172
Corsa 1.4 EFI `0347 1 26,77 281 197
Corsa 1.6 EFI 1712 ICD00108 1 35,93 377 264
Monza EFI álcool 4864 ICD00104 2 49,31 517 362
Monza EFI gas4865 ICD00105235,22369259

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