O pomo está maduro, colheio-o já, senão apodrecerá!

"Rio de Janeiro, 2 de setembro de 1822

Pedro,

O Brasil está como um vulcão. Até no paço há revolucionários. Até portugueses revolucionários […]. As cortes portuguesas ordenam vossa partida imediatamente; ameaçam-vos e humilham-vos. O Conselho de Estado vos aconselha a ficar. Meu coração de mulher e de esposa prevê desgraças se partirmos agora para Lisboa. Sabemos bem o que tem sofrido nosso país. O rei e a rainha de Portugal não são mais reis, não governam mais, são governados pelo mesmo despotismo das cortes que perseguem e humilham os soberanos a quem devem respeito […].
O Brasil será em vossas mãos um grande país. O Brasil vos quer para seu monarca. Com vosso apoio ou sem vosso apoio, ele fará sua separação. O pomo está maduro, colheio-o já, senão apodrecerá […]. Já dissestes aqui o que ireis fazer em São Paulo. Fazei, pois."

Junto a essa exortação estava a ata da reunião extraordinária do Conselho de Ministros que declarava a Independência do Brasil. Reunião essa, convocada, presidida e assinada pela ainda Princesa Leopoldina, nossa primeira Imperatriz.

Dom Pedro recebe esses documentos em 07 de setembro, donde dá o famoso grito de independência!

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